O mercado de crédito empresarial está passando por uma transformação importante. Em junho de 2026, o Banco Central lançou o ecossistema de duplicatas escriturais, que permite a emissão, o registro e a negociação desses títulos em sistemas eletrônicos.
A mudança busca tornar as operações com recebíveis mais seguras, transparentes e eficientes, abrindo novas possibilidades para empresas que precisam acessar capital de giro.
O que é uma duplicata escritural?
A duplicata é um título de crédito que representa o valor de uma venda a prazo ou de um serviço prestado. Ela pode ser utilizada por uma empresa para comprovar que possui determinado valor a receber de um cliente.
Na forma escritural, todo esse processo acontece digitalmente. A emissão é realizada por meio de um sistema eletrônico autorizado, geralmente a partir das informações presentes em documentos fiscais eletrônicos.
Isso significa que as informações sobre a operação, o pagamento, a titularidade e uma eventual negociação do recebível passam a ser registradas de maneira padronizada e rastreável.
O que muda na prática?
Antes do novo ecossistema, a consulta e a validação das duplicatas podiam envolver diferentes documentos, sistemas e participantes. Isso dificultava a verificação da titularidade dos recebíveis e aumentava o risco de uma mesma duplicata ser negociada mais de uma vez.
Com o registro eletrônico, as instituições financeiras podem ter uma visão mais clara sobre os títulos de uma empresa e sobre as operações realizadas com esses recebíveis.
Entre os principais benefícios esperados estão:
mais segurança jurídica;
redução do risco de duplicidade nas negociações;
maior transparência sobre a titularidade do recebível;
processos de análise mais organizados;
aumento da concorrência entre instituições financeiras.
Segundo o Banco Central, a redução das assimetrias de informação pode contribuir para ampliar o acesso ao crédito e melhorar as condições oferecidas às empresas.
A duplicata em papel deixou de existir?
Não. A duplicata em papel continua válida e pode ser utilizada.
Entretanto, para determinadas operações de crédito realizadas com instituições financeiras, a regulamentação prevê o uso obrigatório da duplicata escritural, seguindo o cronograma de implementação estabelecido pelo Banco Central.
Por isso, empresas, agentes financeiros e plataformas de crédito precisarão acompanhar a evolução das regras e adaptar seus processos gradualmente.
Como a mudança pode impactar o crédito empresarial?
Uma empresa que vende a prazo possui valores que só serão recebidos no futuro. Para não esperar até a data do pagamento, ela pode negociar esses recebíveis e antecipar os recursos.
Quanto mais confiáveis forem as informações sobre esses valores, mais segurança a instituição financeira terá para analisar a operação.
A duplicata escritural pode facilitar esse processo ao transformar o recebível em um ativo digital com informações mais claras e verificáveis. Com isso, empresas podem ter acesso a mais opções para financiar suas operações, organizar o fluxo de caixa e investir no crescimento do negócio.
Para bancos, fintechs e profissionais do mercado financeiro, a mudança também representa uma oportunidade de desenvolver ofertas mais eficientes, conectadas e adequadas às necessidades de cada empresa.
Tecnologia e informação no centro do crédito
O lançamento das duplicatas escriturais mostra que o futuro do crédito não depende apenas da criação de novos produtos. Ele também passa pela modernização da infraestrutura que conecta empresas, instituições financeiras e profissionais do setor.
Nesse cenário, tecnologia, dados e integração ganham ainda mais importância. Plataformas capazes de reunir diferentes soluções e simplificar a jornada de crédito estarão mais preparadas para acompanhar as novas demandas do mercado.
A Teddy Open Finance atua nessa transformação ao conectar profissionais e empresas a um amplo ecossistema de instituições e produtos financeiros. Em um mercado cada vez mais digital, ter acesso à tecnologia e a diferentes possibilidades de crédito pode fazer a diferença na geração de novos negócios.
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