O Spread Financeiro está presente na vida de investidores e de pessoas que utilizam serviços bancários, mas, não são todas as pessoas que sabem o que significa esse termo. Você já ouviu falar?
Continue a leitura para entender melhor e encontrar onde este termo aparece em seu dia a dia e nas suas finanças.
O que é o spread bancário?
De forma clara, o spread bancário é basicamente a diferença entre os juros que os bancos pagam quando investe o seu dinheiro e os juros que os bancos cobram quando você faz um empréstimo ou um financiamento.
Ou seja, se você guardar o seu dinheiro em uma poupança, o seu rendimento será de 5% por ano (taxa de juros de captação). Mas, se você fizer um empréstimo, a taxa de juros será em média 25% ao ano.
Dessa forma, o spread bancário dessa transação será de 20% (25 – 5 = 20). Assim, quanto maior for o spread bancário, maior será o lucro dos bancos nas operações e mais caro serão os juros que os clientes pagarão ao utilizarem empréstimos e financiamentos.
Assim, ele é a diferença entre as taxas e os juros pagos pelo banco ao investidor que é cobrado dos clientes. Para que essa atividade seja vantajosa para as instituições, essa diferença deve existir.
É uma forma do banco arcar com os seus custos operacionais e obter lucro. Diversas variáveis são consideradas no momento de definir o spread bancário para alcançar esses objetivos.

Percebe-se que é uma diferença significativa em relação ao que o cliente ganha ao fazer um investimento comparado ao que o banco ganha de retorno quando faz um empréstimo para o cliente.
Por conta disso, muita gente o enxerga de forma negativa, sendo tratado como o vilão da história. Mas o que muita gente não sabe, é que no spread possui uma série de custos embutidos que não são visíveis ao cliente e que, no fim das contas, sustentam toda a estrutura da economia.
Listamos cinco grandes custos que estão embutidos e formam o spread bancário, interferindo em seu valor final, são eles:
- Inadimplência;
- Lucros;
- Impostos diretos;
- Compulsório e encargos;
- Custo administrativo.
Já no mercado financeiro, o spread representa a diferença entre o preço de venda e o preço de compra de um ativo. Dessa forma, ele é muito utilizado em operações especulativas e investimentos na bolsa de valores, para definir qual será a rentabilidade. Ele indica a margem bruta de lucro ou o custo para se desfazer de um ativo.
